É aquela altura do ano outra vez. Decidi esta manhã que vou participar no NaNoWriMo deste ano. Contrariamente ao que é hábito, vou estar a trabalhar sem rede, ou melhor, sem outline. Tudo o que tenho são umas quantas ideias para personagens que anotei no meu fiel Moleskine há uns meses.
Desejem-me sorte e mandem chocolate.
domingo, 31 de outubro de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Bloqueios
Não é segredo para aqueles que seguem este blogue que tenho andado com algumas dificuldades em escrever. Estas dificuldades não afectaram só a continuação do Sangue de Dragão mas a minha escrita em geral. O Black Box foi acabado a tempo à força de casmurrice e um certo desespero.
A semana passada fiz um "jejum" de escrita. Pode parecer contraditório, não escrever deliberadamente quando o problema é exactamente não conseguirmos escrever, mas como se costuma dizer às vezes estamos tão obcecados com o problema que não conseguimos ver a resposta.
A pausa fez-me bem. Primeiro porque me deu uma vontade enorme de escrever (ah, os seres humanos, digam-nos que não podemos fazer uma coisa e lá vamos nós... ), mas sobretudo porque me permitiu ganhar perspectiva sobre o que me estava a impedir de escrever: eu mesma.
Escrever é o que eu faço, não o que eu sou. Não sei em que fase do caminho é que me esqueci disso, mas tenho andado a atribuir demasiada importância à concretização dos meus projectos de escrita e, especialmente, à reacção do mundo a esses projectos. Se amanhã deixasse de ser publicada, continuaria a escrever e isso diz tudo sobre qual devia ser a minha prioridade.
A minha obsessão com os resultados andava a impedir-me de apreciar o processo. E o processo é fantástico, o processo é o que fez com que eu continuasse a escrever mesmo quando não conseguia ser publicada. E ao não apreciar o processo, até os dias bons começaram a parecer um fardo.
Portanto este mês, vou reaprender a concentrar-me no caminho e não no destino. Para isso decidi voltar às origens: os contos.
Inscrevi-me no desafio Story-a-Day do fórum FMWriters. O objectivo é escrever uma história por dia durante um mês. Parece de loucos, mas é o que preciso neste momento. Escrever, deixar fluir, sem ter tempo para me preocupar com correcções, edições, publicações e outras consumições. Só escrever e apreciar a viagem.
Gostava de completar as 31 histórias, mas se só conseguir o objectivo minímo de 10, já vai ser óptimo.
A semana passada fiz um "jejum" de escrita. Pode parecer contraditório, não escrever deliberadamente quando o problema é exactamente não conseguirmos escrever, mas como se costuma dizer às vezes estamos tão obcecados com o problema que não conseguimos ver a resposta.
A pausa fez-me bem. Primeiro porque me deu uma vontade enorme de escrever (ah, os seres humanos, digam-nos que não podemos fazer uma coisa e lá vamos nós... ), mas sobretudo porque me permitiu ganhar perspectiva sobre o que me estava a impedir de escrever: eu mesma.
Escrever é o que eu faço, não o que eu sou. Não sei em que fase do caminho é que me esqueci disso, mas tenho andado a atribuir demasiada importância à concretização dos meus projectos de escrita e, especialmente, à reacção do mundo a esses projectos. Se amanhã deixasse de ser publicada, continuaria a escrever e isso diz tudo sobre qual devia ser a minha prioridade.
A minha obsessão com os resultados andava a impedir-me de apreciar o processo. E o processo é fantástico, o processo é o que fez com que eu continuasse a escrever mesmo quando não conseguia ser publicada. E ao não apreciar o processo, até os dias bons começaram a parecer um fardo.
Portanto este mês, vou reaprender a concentrar-me no caminho e não no destino. Para isso decidi voltar às origens: os contos.
Inscrevi-me no desafio Story-a-Day do fórum FMWriters. O objectivo é escrever uma história por dia durante um mês. Parece de loucos, mas é o que preciso neste momento. Escrever, deixar fluir, sem ter tempo para me preocupar com correcções, edições, publicações e outras consumições. Só escrever e apreciar a viagem.
Gostava de completar as 31 histórias, mas se só conseguir o objectivo minímo de 10, já vai ser óptimo.
Maio
Atingi três dos seis objectivos que tinha estabelecido para Abril, nada mau. Para Maio vou manter as coisas simples:
1. Fazer o SAD no fórum FMWriters
2. Fazer o programa de emagrecimento do Paul Makenna (foi um dos objectivos que ficaram para trás)
Tudo mais que eu consiga fazer é um bónus.
1. Fazer o SAD no fórum FMWriters
2. Fazer o programa de emagrecimento do Paul Makenna (foi um dos objectivos que ficaram para trás)
Tudo mais que eu consiga fazer é um bónus.
Livros Lido - Janeiro a Abril
Este ano estou a ler mais lentamente que costume, não sei porquê. No final de Abril, o ano passado, já tinha lido; este ano foram menos de metade disso.
1. Hearts West - Chris Enss (4/5)
2. Jogos de Espelhos - Agatha Christie (2/5)
3. Messias - Boris Starling (3/5)
4. Rosemary and Rue - Seanan McGuire (5/5)
5. Soulless - Gail Carriger (5/5)
6. Self-Editing For Fiction Writers - Renni Browne, Dave King (4/5)
7. The Doctor Wore Petticoats - Chris Enss (3/5)
8. 21 Day Conscious Cleanse - Debbie Ford (2/5)
9. Eu Consigo Que Você Emagreça - Paul McKenna (4/5)
10. Clockwork Heart - Dru Pagliassotti (4/5)
11. Crime no Hotel Bertrand - Agatha Christie (4/5)
Escrevi opiniões para alguns destes, mas provavelmente não farei o mesmo para os outros. Não tive tempo assim que acabei de os ler e é o tipo de coisa que se torna difícil quando já passou algum tempo.
E sou capaz de fazer sempre assim daqui em diante: listar os livros que li mensalmente e escrever opiniões só para alguns, dependendo da força da minha reacção ao livro e da minha disponibilidade.
1. Hearts West - Chris Enss (4/5)
2. Jogos de Espelhos - Agatha Christie (2/5)
3. Messias - Boris Starling (3/5)
4. Rosemary and Rue - Seanan McGuire (5/5)
5. Soulless - Gail Carriger (5/5)
6. Self-Editing For Fiction Writers - Renni Browne, Dave King (4/5)
7. The Doctor Wore Petticoats - Chris Enss (3/5)
8. 21 Day Conscious Cleanse - Debbie Ford (2/5)
9. Eu Consigo Que Você Emagreça - Paul McKenna (4/5)
10. Clockwork Heart - Dru Pagliassotti (4/5)
11. Crime no Hotel Bertrand - Agatha Christie (4/5)
Escrevi opiniões para alguns destes, mas provavelmente não farei o mesmo para os outros. Não tive tempo assim que acabei de os ler e é o tipo de coisa que se torna difícil quando já passou algum tempo.
E sou capaz de fazer sempre assim daqui em diante: listar os livros que li mensalmente e escrever opiniões só para alguns, dependendo da força da minha reacção ao livro e da minha disponibilidade.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Comunidades de Escritores
"A escrita é uma profissão solitária" é um daqueles clichés que se tornaram comuns porque são verdadeiros. Não interessa se se tem pessoas a ajudar com a pesquisa e com a revisão, o momento de escrita é entre nós e o papel (ou o ecrã). Esse isolamento pode tornar-se pesado por vezes e as comunidades de escritores online são uma boa maneira de o ultrapassar.
Naturalmente que há desvantagens em frequentar estes sites. Essa frequência pode tornar-se mais um instrumento de procrastinação. O contacto com outros escritores pode deixar-nos com a ideia que devíamos estar a fazer mais, melhor ou simplesmente diferente. Muitas destas comunidades tendem também a ser muito viradas para o objectivo da publicação e a repetição dessa ideia pode tornar-nos de tal modo obcecados que acaba por afogar boa parte do gozo que tiramos da escrita.
No entanto, todas essas desvantagens podem ser evitadas com alguma facilidade e há muitas vantagens em conviver com os nossos pares. A primeira, e a mais óbvia talvez, é a troca de informação: sobre o meio editorial, sobre os mais diversos contextos espaço-temporais, sobre a língua. Qualquer dúvida que tenhamos é bem provável que haja alguém num destes sites que saiba responder. Depois, há a possibilidade de conversar com pessoas que percebem o que nós estamos a fazer e porquê. Não tem a ver com sermos todos pobres génios incompreendidos, mas pensem nisto: em quantos sítios é que eu podia estar a discutir a pesquisa que fiz para o meu livro de piratas sobre diferentes tipos de chicotes e os seus efeitos sem ter as pessoas a olhar para mim de maneira estranha? Há também a possibilidade de estabelecer contactos profissionais e finalmente, muitos destes sites permitem-nos assumir objectivos e responsabilizarmo-nos por cumpri-los, o que é inestimável num trabalho em que não temos a quem prestar contas.
Neste momento, estas são as duas comunidades de escritores que frequento:
Forward Motion Writers
Romance Divas
Ambas têm actividades interessantes a acontecerem o ano inteiro e são um excelente sistema de apoio.
Naturalmente que há desvantagens em frequentar estes sites. Essa frequência pode tornar-se mais um instrumento de procrastinação. O contacto com outros escritores pode deixar-nos com a ideia que devíamos estar a fazer mais, melhor ou simplesmente diferente. Muitas destas comunidades tendem também a ser muito viradas para o objectivo da publicação e a repetição dessa ideia pode tornar-nos de tal modo obcecados que acaba por afogar boa parte do gozo que tiramos da escrita.
No entanto, todas essas desvantagens podem ser evitadas com alguma facilidade e há muitas vantagens em conviver com os nossos pares. A primeira, e a mais óbvia talvez, é a troca de informação: sobre o meio editorial, sobre os mais diversos contextos espaço-temporais, sobre a língua. Qualquer dúvida que tenhamos é bem provável que haja alguém num destes sites que saiba responder. Depois, há a possibilidade de conversar com pessoas que percebem o que nós estamos a fazer e porquê. Não tem a ver com sermos todos pobres génios incompreendidos, mas pensem nisto: em quantos sítios é que eu podia estar a discutir a pesquisa que fiz para o meu livro de piratas sobre diferentes tipos de chicotes e os seus efeitos sem ter as pessoas a olhar para mim de maneira estranha? Há também a possibilidade de estabelecer contactos profissionais e finalmente, muitos destes sites permitem-nos assumir objectivos e responsabilizarmo-nos por cumpri-los, o que é inestimável num trabalho em que não temos a quem prestar contas.
Neste momento, estas são as duas comunidades de escritores que frequento:
Forward Motion Writers
Romance Divas
Ambas têm actividades interessantes a acontecerem o ano inteiro e são um excelente sistema de apoio.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Processo de Escrita
Ainda me espanta que tantas pessoas pareçam pensar que o que um escritor faz é sentar-se em frente ao computador, escrever "Capitulo 1" e que quando escrever "Fim", a coisa está feita. É claro que o processo de escrita varia de escritor para escritor, mas conheço poucos que não façam algum trabalho de preparação e ainda não encontrei nenhum que não faça pelo menos uma revisão sumária ao que escreveu antes de o submeter. E acho que não quero conhecer: ou serão daquelas criaturas geniais impossíveis com que não se pode falar, ou daquelas criaturas impossíveis que se julgam geniais e com que não se quer falar.
O meu processo de escrita varia um pouco de projecto para projecto (histórias diferentes exigem coisas diferentes, dependendo sobretudo do seu tamanho e da maneira como o texto vai ser estruturado), mas está mais ou menos solidificado.
1. Ideia
Esta é a parte em que eu não faço realmente nada e a parte em relação à qual as pessoas me perguntam mais. Eu culpo o Romantismo e a ênfase excessiva dada à inspiração.
A verdade é que me aparecem ideias para histórias com uma frequência irritante e aquilo que lhes dá origem pode ter as naturezas mais variadas: um documentário, um filme ou um livro; uma pessoa que vejo na rua, uma frase ouvida de passagem ou uma paisagem; um artigo de jornal ou uma fotografia; uma mistura de duas ou mais dessas coisas que se unem para criar qualquer coisa nova.
As ideias são a parte fácil, é só dar alimento variado ao cérebro e elas aparecem sózinhas. Transformá-las em qualquer coisa legível é que exige algum talento e muito trabalho.
2. Pesquisa Informal
Esta fase nem sempre acontece. Depende do que estou a escrever. Tem a ver com ler coisas que se relacionam com o contexto da história que quero contar, mas sem me preocupar demasiado com pormenores. No fundo, é providenciar ao cérebro algum material de base para ajudar na estruturação da história.
3. Fermentação
Preciso de andar uns dias (ou uns meses) com a história a revirar de um lado para o outro na cabeça, antes de conseguir fazer seja o que for dela. Mais uma vez, é uma fase em que não faço grande coisa, senão dar-lhe uma abanadela de vez em quando para a fazer chegar ao ponto.
4. Planificação/Esboço Zero
É uma delineação básica da história, porque eu preciso de saber onde vou para conseguir escrever. Raramente o faço para textos curtos e não posso passar sem ele nos romances e novelas.
Normalmente uso o método de fases da Zette e não me costumo preocupar muito com enredos ou arcos de história. Limito-me a enumerar os eventos pela ordem em que os quero contar, por isso é que lhe chamo mais vezes esboço zero do que planificação.
Por exemplo, este é um excerto do outline de O Anel das Estrelas:
Aquilo que ponho no esboço zero nem sempre se revela no produto acabado. Por vezes, enquanto estou a escrever, a história toma outra direcção. Muitas vezes, enquanto estou a fazer este trabalho, estou também a escrever pedaços de texto que me vão ocorrendo.
5. Revisão do Esboço Zero
Antes de começar a escrever, dou sempre uma vista de olhos ao esboço zero para tentar identificar falhas lógicas e para organizar alguma informação: espaço, tempo, pontos de vista... Depende do projecto. Para Um Vale Entre as Nuvens, cujo esboço zero acabei recentemente e que é um romance epistolar, nesta fase estive a determinar através de que diários, cartas e artigos de jornal a informação de cada ponto seria transmitida.
6. Primeiro Esboço
Esta é a parte mais difícil para mim. Implica manter o traseiro na cadeira o tempo suficiente para escrever e não ligar ao facto de que metade do que vou produzir nesta fase é lixo, puro e simples.
O melhor para mim é escrever este primeiro esboço o mais depressa possível, para não dar tempo aos meus editores internos de começarem a chatear. Normalmente o meu primeiro esboço está cheio de anotações do género: [CENA DE BATALHA]; [MAIS DESCRIÇÂO]; [VIAGEM] e [VERIFICAR].
De há uns anos a esta parte comecei a fazer os primeiros esboços à mão. Aumenta-me a produtividade por estranho que pareça, talvez porque escrevo mais depressa à mão do que o que dactilografo e consigo manter um ritmo mais satisfatório. Ou talvez porque como não estou a trabalhar ao computador, não caio em certas distrações.
7. Primeira Revisão
Implica ler o texto todo e tomar notas do que é necessário acrescentar ou tirar. Depois passo o texto a computador, preencho lacunas e faço as modificações que anotei e outras que me vão surgindo. Normalmente é nesta fase e na seguinte, quando necessário, que faço uma pesquisa mais apurada, para garantir que os pormenores estão bem.
8. Segunda Revisão
Nova leitura. Nesta preocupo-me mais com incongruências na história e com o fluir da linguagem.
9. Revisão Final
Acerto a formatação do texto, procuro gralhas e quaisquer outros pequenos erros que tenham escapado nas duas primeiras.
Normalmente, depois disto, o livro está acabado. É claro que há projectos que precisam de mais uma revisão ou duas antes de eu estar satisfeita com o resultado e, para além disso, quando um projecto é rejeitado, faço sempre uma revisão rápida antes de o enviar para outro lado, porque costumo partir do princípio que o problema pode ser do texto e não de quem o rejeitou.
O meu processo de escrita varia um pouco de projecto para projecto (histórias diferentes exigem coisas diferentes, dependendo sobretudo do seu tamanho e da maneira como o texto vai ser estruturado), mas está mais ou menos solidificado.
1. Ideia
Esta é a parte em que eu não faço realmente nada e a parte em relação à qual as pessoas me perguntam mais. Eu culpo o Romantismo e a ênfase excessiva dada à inspiração.
A verdade é que me aparecem ideias para histórias com uma frequência irritante e aquilo que lhes dá origem pode ter as naturezas mais variadas: um documentário, um filme ou um livro; uma pessoa que vejo na rua, uma frase ouvida de passagem ou uma paisagem; um artigo de jornal ou uma fotografia; uma mistura de duas ou mais dessas coisas que se unem para criar qualquer coisa nova.
As ideias são a parte fácil, é só dar alimento variado ao cérebro e elas aparecem sózinhas. Transformá-las em qualquer coisa legível é que exige algum talento e muito trabalho.
2. Pesquisa Informal
Esta fase nem sempre acontece. Depende do que estou a escrever. Tem a ver com ler coisas que se relacionam com o contexto da história que quero contar, mas sem me preocupar demasiado com pormenores. No fundo, é providenciar ao cérebro algum material de base para ajudar na estruturação da história.
3. Fermentação
Preciso de andar uns dias (ou uns meses) com a história a revirar de um lado para o outro na cabeça, antes de conseguir fazer seja o que for dela. Mais uma vez, é uma fase em que não faço grande coisa, senão dar-lhe uma abanadela de vez em quando para a fazer chegar ao ponto.
4. Planificação/Esboço Zero
É uma delineação básica da história, porque eu preciso de saber onde vou para conseguir escrever. Raramente o faço para textos curtos e não posso passar sem ele nos romances e novelas.
Normalmente uso o método de fases da Zette e não me costumo preocupar muito com enredos ou arcos de história. Limito-me a enumerar os eventos pela ordem em que os quero contar, por isso é que lhe chamo mais vezes esboço zero do que planificação.
Por exemplo, este é um excerto do outline de O Anel das Estrelas:
Capítulo 1: Ataque ao São José
POV: Menendez; ESPAÇO: São José, próximo de Moçambique; TEMPO: 22 & 23 Jul 1622
1. Menendez pensa nas atitudes de Cecília e no modo como estão a perturbar a tripulação, já afectada pela doença. AMANHECER
2. Os homens queixam-se da comida. Menendez teme um motim.
3. Menendez observa Cecília mais uma vez e pensa em como a viagem tem estado a correr mal. ANOITECER
4. Menendez está na sua cabine quando um marinheiro o vem avisar de que o que parecem ser navios pirata se estão a aproximar. NOITE
5. Trata-se de uma frota composta por navios Ingleses e Holandeses, que os ataca. A tripulação do São José defende o navio o melhor que pode, mas estão em desvantagem numérica e muitos deles estão doentes.
Aquilo que ponho no esboço zero nem sempre se revela no produto acabado. Por vezes, enquanto estou a escrever, a história toma outra direcção. Muitas vezes, enquanto estou a fazer este trabalho, estou também a escrever pedaços de texto que me vão ocorrendo.
5. Revisão do Esboço Zero
Antes de começar a escrever, dou sempre uma vista de olhos ao esboço zero para tentar identificar falhas lógicas e para organizar alguma informação: espaço, tempo, pontos de vista... Depende do projecto. Para Um Vale Entre as Nuvens, cujo esboço zero acabei recentemente e que é um romance epistolar, nesta fase estive a determinar através de que diários, cartas e artigos de jornal a informação de cada ponto seria transmitida.
6. Primeiro Esboço
Esta é a parte mais difícil para mim. Implica manter o traseiro na cadeira o tempo suficiente para escrever e não ligar ao facto de que metade do que vou produzir nesta fase é lixo, puro e simples.
O melhor para mim é escrever este primeiro esboço o mais depressa possível, para não dar tempo aos meus editores internos de começarem a chatear. Normalmente o meu primeiro esboço está cheio de anotações do género: [CENA DE BATALHA]; [MAIS DESCRIÇÂO]; [VIAGEM] e [VERIFICAR].
De há uns anos a esta parte comecei a fazer os primeiros esboços à mão. Aumenta-me a produtividade por estranho que pareça, talvez porque escrevo mais depressa à mão do que o que dactilografo e consigo manter um ritmo mais satisfatório. Ou talvez porque como não estou a trabalhar ao computador, não caio em certas distrações.
7. Primeira Revisão
Implica ler o texto todo e tomar notas do que é necessário acrescentar ou tirar. Depois passo o texto a computador, preencho lacunas e faço as modificações que anotei e outras que me vão surgindo. Normalmente é nesta fase e na seguinte, quando necessário, que faço uma pesquisa mais apurada, para garantir que os pormenores estão bem.
8. Segunda Revisão
Nova leitura. Nesta preocupo-me mais com incongruências na história e com o fluir da linguagem.
9. Revisão Final
Acerto a formatação do texto, procuro gralhas e quaisquer outros pequenos erros que tenham escapado nas duas primeiras.
Normalmente, depois disto, o livro está acabado. É claro que há projectos que precisam de mais uma revisão ou duas antes de eu estar satisfeita com o resultado e, para além disso, quando um projecto é rejeitado, faço sempre uma revisão rápida antes de o enviar para outro lado, porque costumo partir do princípio que o problema pode ser do texto e não de quem o rejeitou.
domingo, 4 de abril de 2010
Abril
Bem, Março correu melhor do que eu esperava. Acabei o primeiro esboço para o piloto de Black Box e acho que consegui resolver os problemas de Coração de Lobo, portanto as coisas devem correr melhor a partir daqui.
Objectivos para Abril:
1. Editar e submeter Black Box
2. Trabalhar no Coração de Lobo
3. Fazer o programa de emagrecimento do Paul Makenna(dei-me bem com o programa de sono dele, vamos ver como este corre)
4. Escrever opiniões para os livros de Março
5. Fazer pelo menos duas actualizações no blogue relacionadas com a escrita
6. Aulas de Alemão
Objectivos para Abril:
1. Editar e submeter Black Box
2. Trabalhar no Coração de Lobo
3. Fazer o programa de emagrecimento do Paul Makenna(dei-me bem com o programa de sono dele, vamos ver como este corre)
4. Escrever opiniões para os livros de Março
5. Fazer pelo menos duas actualizações no blogue relacionadas com a escrita
6. Aulas de Alemão
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