"A escrita é uma profissão solitária" é um daqueles clichés que se tornaram comuns porque são verdadeiros. Não interessa se se tem pessoas a ajudar com a pesquisa e com a revisão, o momento de escrita é entre nós e o papel (ou o ecrã). Esse isolamento pode tornar-se pesado por vezes e as comunidades de escritores online são uma boa maneira de o ultrapassar.
Naturalmente que há desvantagens em frequentar estes sites. Essa frequência pode tornar-se mais um instrumento de procrastinação. O contacto com outros escritores pode deixar-nos com a ideia que devíamos estar a fazer mais, melhor ou simplesmente diferente. Muitas destas comunidades tendem também a ser muito viradas para o objectivo da publicação e a repetição dessa ideia pode tornar-nos de tal modo obcecados que acaba por afogar boa parte do gozo que tiramos da escrita.
No entanto, todas essas desvantagens podem ser evitadas com alguma facilidade e há muitas vantagens em conviver com os nossos pares. A primeira, e a mais óbvia talvez, é a troca de informação: sobre o meio editorial, sobre os mais diversos contextos espaço-temporais, sobre a língua. Qualquer dúvida que tenhamos é bem provável que haja alguém num destes sites que saiba responder. Depois, há a possibilidade de conversar com pessoas que percebem o que nós estamos a fazer e porquê. Não tem a ver com sermos todos pobres génios incompreendidos, mas pensem nisto: em quantos sítios é que eu podia estar a discutir a pesquisa que fiz para o meu livro de piratas sobre diferentes tipos de chicotes e os seus efeitos sem ter as pessoas a olhar para mim de maneira estranha? Há também a possibilidade de estabelecer contactos profissionais e finalmente, muitos destes sites permitem-nos assumir objectivos e responsabilizarmo-nos por cumpri-los, o que é inestimável num trabalho em que não temos a quem prestar contas.
Neste momento, estas são as duas comunidades de escritores que frequento:
Forward Motion Writers
Romance Divas
Ambas têm actividades interessantes a acontecerem o ano inteiro e são um excelente sistema de apoio.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Processo de Escrita
Ainda me espanta que tantas pessoas pareçam pensar que o que um escritor faz é sentar-se em frente ao computador, escrever "Capitulo 1" e que quando escrever "Fim", a coisa está feita. É claro que o processo de escrita varia de escritor para escritor, mas conheço poucos que não façam algum trabalho de preparação e ainda não encontrei nenhum que não faça pelo menos uma revisão sumária ao que escreveu antes de o submeter. E acho que não quero conhecer: ou serão daquelas criaturas geniais impossíveis com que não se pode falar, ou daquelas criaturas impossíveis que se julgam geniais e com que não se quer falar.
O meu processo de escrita varia um pouco de projecto para projecto (histórias diferentes exigem coisas diferentes, dependendo sobretudo do seu tamanho e da maneira como o texto vai ser estruturado), mas está mais ou menos solidificado.
1. Ideia
Esta é a parte em que eu não faço realmente nada e a parte em relação à qual as pessoas me perguntam mais. Eu culpo o Romantismo e a ênfase excessiva dada à inspiração.
A verdade é que me aparecem ideias para histórias com uma frequência irritante e aquilo que lhes dá origem pode ter as naturezas mais variadas: um documentário, um filme ou um livro; uma pessoa que vejo na rua, uma frase ouvida de passagem ou uma paisagem; um artigo de jornal ou uma fotografia; uma mistura de duas ou mais dessas coisas que se unem para criar qualquer coisa nova.
As ideias são a parte fácil, é só dar alimento variado ao cérebro e elas aparecem sózinhas. Transformá-las em qualquer coisa legível é que exige algum talento e muito trabalho.
2. Pesquisa Informal
Esta fase nem sempre acontece. Depende do que estou a escrever. Tem a ver com ler coisas que se relacionam com o contexto da história que quero contar, mas sem me preocupar demasiado com pormenores. No fundo, é providenciar ao cérebro algum material de base para ajudar na estruturação da história.
3. Fermentação
Preciso de andar uns dias (ou uns meses) com a história a revirar de um lado para o outro na cabeça, antes de conseguir fazer seja o que for dela. Mais uma vez, é uma fase em que não faço grande coisa, senão dar-lhe uma abanadela de vez em quando para a fazer chegar ao ponto.
4. Planificação/Esboço Zero
É uma delineação básica da história, porque eu preciso de saber onde vou para conseguir escrever. Raramente o faço para textos curtos e não posso passar sem ele nos romances e novelas.
Normalmente uso o método de fases da Zette e não me costumo preocupar muito com enredos ou arcos de história. Limito-me a enumerar os eventos pela ordem em que os quero contar, por isso é que lhe chamo mais vezes esboço zero do que planificação.
Por exemplo, este é um excerto do outline de O Anel das Estrelas:
Aquilo que ponho no esboço zero nem sempre se revela no produto acabado. Por vezes, enquanto estou a escrever, a história toma outra direcção. Muitas vezes, enquanto estou a fazer este trabalho, estou também a escrever pedaços de texto que me vão ocorrendo.
5. Revisão do Esboço Zero
Antes de começar a escrever, dou sempre uma vista de olhos ao esboço zero para tentar identificar falhas lógicas e para organizar alguma informação: espaço, tempo, pontos de vista... Depende do projecto. Para Um Vale Entre as Nuvens, cujo esboço zero acabei recentemente e que é um romance epistolar, nesta fase estive a determinar através de que diários, cartas e artigos de jornal a informação de cada ponto seria transmitida.
6. Primeiro Esboço
Esta é a parte mais difícil para mim. Implica manter o traseiro na cadeira o tempo suficiente para escrever e não ligar ao facto de que metade do que vou produzir nesta fase é lixo, puro e simples.
O melhor para mim é escrever este primeiro esboço o mais depressa possível, para não dar tempo aos meus editores internos de começarem a chatear. Normalmente o meu primeiro esboço está cheio de anotações do género: [CENA DE BATALHA]; [MAIS DESCRIÇÂO]; [VIAGEM] e [VERIFICAR].
De há uns anos a esta parte comecei a fazer os primeiros esboços à mão. Aumenta-me a produtividade por estranho que pareça, talvez porque escrevo mais depressa à mão do que o que dactilografo e consigo manter um ritmo mais satisfatório. Ou talvez porque como não estou a trabalhar ao computador, não caio em certas distrações.
7. Primeira Revisão
Implica ler o texto todo e tomar notas do que é necessário acrescentar ou tirar. Depois passo o texto a computador, preencho lacunas e faço as modificações que anotei e outras que me vão surgindo. Normalmente é nesta fase e na seguinte, quando necessário, que faço uma pesquisa mais apurada, para garantir que os pormenores estão bem.
8. Segunda Revisão
Nova leitura. Nesta preocupo-me mais com incongruências na história e com o fluir da linguagem.
9. Revisão Final
Acerto a formatação do texto, procuro gralhas e quaisquer outros pequenos erros que tenham escapado nas duas primeiras.
Normalmente, depois disto, o livro está acabado. É claro que há projectos que precisam de mais uma revisão ou duas antes de eu estar satisfeita com o resultado e, para além disso, quando um projecto é rejeitado, faço sempre uma revisão rápida antes de o enviar para outro lado, porque costumo partir do princípio que o problema pode ser do texto e não de quem o rejeitou.
O meu processo de escrita varia um pouco de projecto para projecto (histórias diferentes exigem coisas diferentes, dependendo sobretudo do seu tamanho e da maneira como o texto vai ser estruturado), mas está mais ou menos solidificado.
1. Ideia
Esta é a parte em que eu não faço realmente nada e a parte em relação à qual as pessoas me perguntam mais. Eu culpo o Romantismo e a ênfase excessiva dada à inspiração.
A verdade é que me aparecem ideias para histórias com uma frequência irritante e aquilo que lhes dá origem pode ter as naturezas mais variadas: um documentário, um filme ou um livro; uma pessoa que vejo na rua, uma frase ouvida de passagem ou uma paisagem; um artigo de jornal ou uma fotografia; uma mistura de duas ou mais dessas coisas que se unem para criar qualquer coisa nova.
As ideias são a parte fácil, é só dar alimento variado ao cérebro e elas aparecem sózinhas. Transformá-las em qualquer coisa legível é que exige algum talento e muito trabalho.
2. Pesquisa Informal
Esta fase nem sempre acontece. Depende do que estou a escrever. Tem a ver com ler coisas que se relacionam com o contexto da história que quero contar, mas sem me preocupar demasiado com pormenores. No fundo, é providenciar ao cérebro algum material de base para ajudar na estruturação da história.
3. Fermentação
Preciso de andar uns dias (ou uns meses) com a história a revirar de um lado para o outro na cabeça, antes de conseguir fazer seja o que for dela. Mais uma vez, é uma fase em que não faço grande coisa, senão dar-lhe uma abanadela de vez em quando para a fazer chegar ao ponto.
4. Planificação/Esboço Zero
É uma delineação básica da história, porque eu preciso de saber onde vou para conseguir escrever. Raramente o faço para textos curtos e não posso passar sem ele nos romances e novelas.
Normalmente uso o método de fases da Zette e não me costumo preocupar muito com enredos ou arcos de história. Limito-me a enumerar os eventos pela ordem em que os quero contar, por isso é que lhe chamo mais vezes esboço zero do que planificação.
Por exemplo, este é um excerto do outline de O Anel das Estrelas:
Capítulo 1: Ataque ao São José
POV: Menendez; ESPAÇO: São José, próximo de Moçambique; TEMPO: 22 & 23 Jul 1622
1. Menendez pensa nas atitudes de Cecília e no modo como estão a perturbar a tripulação, já afectada pela doença. AMANHECER
2. Os homens queixam-se da comida. Menendez teme um motim.
3. Menendez observa Cecília mais uma vez e pensa em como a viagem tem estado a correr mal. ANOITECER
4. Menendez está na sua cabine quando um marinheiro o vem avisar de que o que parecem ser navios pirata se estão a aproximar. NOITE
5. Trata-se de uma frota composta por navios Ingleses e Holandeses, que os ataca. A tripulação do São José defende o navio o melhor que pode, mas estão em desvantagem numérica e muitos deles estão doentes.
Aquilo que ponho no esboço zero nem sempre se revela no produto acabado. Por vezes, enquanto estou a escrever, a história toma outra direcção. Muitas vezes, enquanto estou a fazer este trabalho, estou também a escrever pedaços de texto que me vão ocorrendo.
5. Revisão do Esboço Zero
Antes de começar a escrever, dou sempre uma vista de olhos ao esboço zero para tentar identificar falhas lógicas e para organizar alguma informação: espaço, tempo, pontos de vista... Depende do projecto. Para Um Vale Entre as Nuvens, cujo esboço zero acabei recentemente e que é um romance epistolar, nesta fase estive a determinar através de que diários, cartas e artigos de jornal a informação de cada ponto seria transmitida.
6. Primeiro Esboço
Esta é a parte mais difícil para mim. Implica manter o traseiro na cadeira o tempo suficiente para escrever e não ligar ao facto de que metade do que vou produzir nesta fase é lixo, puro e simples.
O melhor para mim é escrever este primeiro esboço o mais depressa possível, para não dar tempo aos meus editores internos de começarem a chatear. Normalmente o meu primeiro esboço está cheio de anotações do género: [CENA DE BATALHA]; [MAIS DESCRIÇÂO]; [VIAGEM] e [VERIFICAR].
De há uns anos a esta parte comecei a fazer os primeiros esboços à mão. Aumenta-me a produtividade por estranho que pareça, talvez porque escrevo mais depressa à mão do que o que dactilografo e consigo manter um ritmo mais satisfatório. Ou talvez porque como não estou a trabalhar ao computador, não caio em certas distrações.
7. Primeira Revisão
Implica ler o texto todo e tomar notas do que é necessário acrescentar ou tirar. Depois passo o texto a computador, preencho lacunas e faço as modificações que anotei e outras que me vão surgindo. Normalmente é nesta fase e na seguinte, quando necessário, que faço uma pesquisa mais apurada, para garantir que os pormenores estão bem.
8. Segunda Revisão
Nova leitura. Nesta preocupo-me mais com incongruências na história e com o fluir da linguagem.
9. Revisão Final
Acerto a formatação do texto, procuro gralhas e quaisquer outros pequenos erros que tenham escapado nas duas primeiras.
Normalmente, depois disto, o livro está acabado. É claro que há projectos que precisam de mais uma revisão ou duas antes de eu estar satisfeita com o resultado e, para além disso, quando um projecto é rejeitado, faço sempre uma revisão rápida antes de o enviar para outro lado, porque costumo partir do princípio que o problema pode ser do texto e não de quem o rejeitou.
domingo, 4 de abril de 2010
Abril
Bem, Março correu melhor do que eu esperava. Acabei o primeiro esboço para o piloto de Black Box e acho que consegui resolver os problemas de Coração de Lobo, portanto as coisas devem correr melhor a partir daqui.
Objectivos para Abril:
1. Editar e submeter Black Box
2. Trabalhar no Coração de Lobo
3. Fazer o programa de emagrecimento do Paul Makenna(dei-me bem com o programa de sono dele, vamos ver como este corre)
4. Escrever opiniões para os livros de Março
5. Fazer pelo menos duas actualizações no blogue relacionadas com a escrita
6. Aulas de Alemão
Objectivos para Abril:
1. Editar e submeter Black Box
2. Trabalhar no Coração de Lobo
3. Fazer o programa de emagrecimento do Paul Makenna(dei-me bem com o programa de sono dele, vamos ver como este corre)
4. Escrever opiniões para os livros de Março
5. Fazer pelo menos duas actualizações no blogue relacionadas com a escrita
6. Aulas de Alemão
quarta-feira, 17 de março de 2010
Soulless - Gail Carriger
Soulless
Gail Carriger
Orbit Books
Fantasy
373 páginas
Numa época Vitoriana alternativa, vampiros, lobisomens e fantasmas saíram da obscuridade e estão devidamente integrados na sociedade londrina. Alexia Tarabotti, solteirona por virtude de uma cútis demasiado escura e de um pai Italiano, é atacada por um vampiro que parece ignorar que ela é uma pretenatural, um dos raros humanos sem alma que são imunes tanto a vampiros como a lobisomens. Acidentalmente, Alexia mata o vampiro e o temperamental Lord Maccon do BUR (Bureau of Unnatural Registry) é forçado a intervir.
O vampiro morto (ou será re-morto?) não foi criado por nenhuma das colmeias locais e vampiros e lobisomens sem associação a qualquer colmeia ou matilha estão a desaparecer por toda a Inglaterra. Os Sobrenaturais parecem acreditar que Alexia tem alguma coisa a ver com isso, afinal, no passado, os pretenaturais usavam a sua imunidade para os exterminar. Contra a vontade de Lord Maccon, Alexia empreende esforços para descobrir o que se passa.
Alexia Tarabotti é uma personagem fascinante: independente, inteligente e sarcástica; perfeitamente confortável no seu papel de alguém que foi colocada ligeiramente à parte da sociedade, mas também insegura, marcada por demasiados anos a ouvir listar as suas insuficiências. Lord Maccon e Lord Akeldama, lobisomem e vampiro, escocês rude e dandy afrancesado, são contrapontos perfeitos, enquadrando as facetas conflituosas de Alexia. Depois há o Professor Lyall, Beta de Lord Maccon, sereno e competente e provavelmente implacável. Suspeito que desenvolvi um fraco pelo professor Lyall, o que é deveras desconcertante.
Soulless é um daqueles livros que se lê de uma assentada porque simplesmente temos de descobrir o que se passa a seguir. A escrita é leve e bem-humorada, mas de maneira nenhuma inconsequente ou vácua. As personagens são ricas e bem-construídas e os pormenores, especialmente no que diz respeito aos aspectos steampunk da história são visualmente estimulantes. Não posso dizer que a resolução do mistério me tenha surpreendido extraordinariamente, mas o livro é mais comédia de costumes do que policial. A única coisa de que não gostei: Ninguém explicou os polvos.
terça-feira, 16 de março de 2010
Rosemary and Rue - Seanan McGuire
Rosemary and Rue
Seanan McGuire
Daw
Fantasia Urbana
358 páginas
October Daye já tinha problemas que chegassem: além de ser meio-fada ( a sua mãe é uma Daoine Sidhe), o que a torna uma cidadã de segunda no mundo das fadas e a obriga a todo o tipo de encobrimentos no mundo dos humanos, o seu ex-marido e a sua filha recusam-se a ter qualquer tipo de contacto com ela (é o que acontece quando não se pode explicar aos nossos entes queridos que desaparecemos durante 14 anos porque alguém nos transformou numa carpa koi). Quando a sua amiga Eve é assassinada e a amaldiçoa para que descubra os seus assassinos sob pena de morte, Toby é obrigada a retomar o seu papel de investigadora e voltar a entrar no mundo que jurara deixar para trás quando se libertara do seu encantamento. Vai deparar-se com uma teia de intrigas, interesses e mentiras tão elaborada que as únicas pessoas em que parece poder confiar são velhos oponentes.
Gostei muito deste livro. Estava um pouco hesitante. Pelas descrições que li, percebi que o livro seria uma mistura de fantasia e hard-boiled, dois géneros de que gosto muito mas que misturados pareciam ter o potencial de gerar uma grande confusão. Não podia estar mais enganada. A narrativa é consistente e concisa, as personagens são multifacetadas e credíveis e a história é intrigante.
Fascinou-me especialmente o excelente trabalho da autora em construir uma personagem principal verosímil. Tenhamos em conta que a senhora se chama October Daye, que é meio-fada, que tem um certo ar de Legolas e se comporta como o Humphrey Bogart sem o cromossoma X; seria de esperar que este cocktail nos fosse estranho no mínimo, ou pura e simplesmente intragável. Mas McGuire mostra mestria no modo como lida com estes ingredientes e o resultado é uma pessoa tão credível que não nos surpreenderia se a encontrássemos na rua.
Dito isto, os dois próximos livros já estão na minha lista de compras.
Messias - Boris Starling
Messias (Messiah)
Boris Starling
11x17
Thriller
637 páginas
Estamos no Verão de 1998 e o superintendente Red Metcalfe tem muito que o preocupe. Não só tem de capturar um serial killer que parece escolher as suas vítimas aleatoriamente, ainda tem de lidar com o colapso do seu casamento e o a parte do seu passado que o assombra.
A narrativa é construída em três linhas: a investigação, os eventos à volta da prisão do irmão de Metcalfe e as divagações do serial-killer. Estas linhas entrelaçam-se de forma bastante competente, mantendo um bom nível de suspense ao longo do livro, até se reunirem num final sangrento, mas bastante satisfatório.
Gostei deste livro, foi uma leitura descontraída e apreciei o modo como o autor geriu as múltiplas narrativas. Ainda assim, ter percebido quem era o assassino a meio do livro estragou um pouco o interesse que eu tinha na leitura. Infelizmente esta descoberta não se deveu às minhas capacidades intelectuais, mas a uma grande dose de mau-senso da parte do autor. Quando se passa a maior parte do livro até aí focado exclusivamente no investigador e, de súbito, se começa a prestar muita atenção a uma das personagens secundárias é como ter uma enorme seta de neon apontada a essa personagem.
sexta-feira, 12 de março de 2010
As Faces do Mundo de Khaila
Havia demasiados problemas com o Coração de Lobo. Decidi fazer uma pausa para ganhar alguma perspectiva.
Tenho andado a rever o outline para tentar descobrir os problemas estruturais e também a pensar em actores que consigo ver a representar as minhas personagens, para as tornar mais claras para mim. Já fiz o "casting" para a maioria das personagens principais e estou satisfeita com os resultados. Aparentemente as personagens também estão porque os que entram no Coração de Lobo começaram a falar comigo outra vez.



Estou especialmente satisfeita com as escolhas para Ightryn e Ember. E o Skarsgard acabou por dar um Lorean inesperadamente bom.
Tenho andado a rever o outline para tentar descobrir os problemas estruturais e também a pensar em actores que consigo ver a representar as minhas personagens, para as tornar mais claras para mim. Já fiz o "casting" para a maioria das personagens principais e estou satisfeita com os resultados. Aparentemente as personagens também estão porque os que entram no Coração de Lobo começaram a falar comigo outra vez.
Estou especialmente satisfeita com as escolhas para Ightryn e Ember. E o Skarsgard acabou por dar um Lorean inesperadamente bom.
Etiquetas:
coração de lobo,
escrita,
sangue de dragão
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